| Foto: Alberto Maraux/SSP-BA |
Dentre os motivos das demissões, estão registros de crimes graves como homicídios, formação de quadrilha e grupos de extermínio, além de tortura, extorsão mediante sequestro, e roubo.
Crimes como esses passam por detalhadas apurações nas corregedorias da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Em muitos casos, a conclusão das investigações resulta na demissão dos investigados.
A reportagem da TV Bahia tentou posicionamento sobre os casos, mas a Polícia Militar não respondeu até a publicação desta matéria.
Apesar dos esforços das corregedorias, o sociólogo e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Marcos Rolim, defende, nacionalmente, que as investigações desses crimes impõem aos policiais o constrangimento de investigar colegas de corporação, e de muitos níveis de hierarquia.
“Seria muito importante que nós tivéssemos uma função independente, autônoma de corregedoria, com uma carreira própria em todas as polícias do mundo, das sociedades democráticas, há instituições desse tipo, que fazem a correição completamente de forma autônomas das atividades policiais”, afirmou.
Além das corregedorias, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) criou em junho desse ano o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública, que tem dentre as prioridades exercer funções institucionais de controle externo da atividade policial.
Desde a criação, o órgão afirmou que está com 14 atuações conjuntas para apurar desvios e abuso do poder da polícia.
Para a polícia, o mais recente desafio de investigação envolve o vídeo que flagrou PM’s executando um homem, supostamente rendido, com vários tiros na comunidade do Calafate, no bairro da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador.
A secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou nesta sexta que a Corregedoria da PM instaurou inquérito para apurar a conduta de equipe da Rondesp BRS, e que a Corregedoria Geral da SSP também instaurou um processo de acompanhamento do caso.
O coordenador de Repressão a Extorsão Mediante Sequestro, Adailton Adan, que prendeu na quinta-feira (21) o PM suspeito de extorsão mediante sequestro em Camaçari, cidade que fica na região metropolitana de Salvador, falou dos esforços das autoridades para combater os crimes.
“Nós temos aí mais de 50 mil homens e mulheres das forças policiais que saem das suas casas, deixam suas famílias todos os dias para proteger o cidadão, levar segurança à sociedade”, afirmou.
G1

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