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Hugo Motta defende cautela em debate sobre fim da jornada 6x1 na Câmara

 

         Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Após cobranças de representantes do setor produtivo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que o Congresso avance com cautela na discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 de trabalho.

A declaração foi feita nesta terça-feira durante almoço da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), após manifestações de participantes que alertaram para possíveis impactos da medida na economia. Segundo Motta, é necessário entender como o país absorveria a redução da jornada antes de qualquer avanço.

“O que nós temos que entender é como o país vai absorver essa redução de jornada de trabalho. E o país que eu falo é o governo, é o setor produtivo” afirmou.

A proposta ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados e aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na semana passada, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou de debates no colegiado e defendeu que o tema seja tratado por meio de PEC.

Motta ressaltou que, mesmo em ano eleitoral, a discussão não será feita de forma apressada e deve buscar equilíbrio entre trabalhadores e setores produtivos. Segundo ele, decisões sem análise aprofundada podem gerar efeitos negativos para a economia e para o próprio governo.

Durante o encontro, representantes do setor empresarial levantaram preocupações sobre os possíveis impactos da mudança. Entre eles, o executivo Vander Giordano, da Multiplan e integrante do conselho da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), citou desafios para diferentes áreas, como comércio, indústria e serviços públicos.

Ele destacou, por exemplo, possíveis dificuldades de adaptação em setores com funcionamento contínuo e em atividades com forte presença aos fins de semana, como os shoppings.

Apesar das críticas, Motta afirmou que o debate deve ser conduzido com base em dados e diálogo amplo. Para ele, é fundamental que os setores apresentem estudos e projeções sobre os efeitos práticos da redução da jornada de trabalho antes da tomada de decisão.

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